Houvesse um sinal a conduzir-nos
E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse. Termos das árvores
A incomparável paciência de procurar o alto
A verde bondade de permanecer
E orientar os pássaros.
Daniel Faria
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segunda-feira, abril 12, 2010
terça-feira, agosto 18, 2009
EXPLICAÇÃO DA LUZ
O azulejo lava a sua luz
Tem o brilho
Do movimento exacto
Dos seus vestidos
E o seu rosto é limpo.
Com suas próprias mãos
Sem acabar se acaricia.
A luz lava o brilho
Do azulejo. A luz o lava
No seu vestido
E o seu rosto é um.
Com suas próprias mãos
O quebra e inicia.
Daniel Faria
Tem o brilho
Do movimento exacto
Dos seus vestidos
E o seu rosto é limpo.
Com suas próprias mãos
Sem acabar se acaricia.
A luz lava o brilho
Do azulejo. A luz o lava
No seu vestido
E o seu rosto é um.
Com suas próprias mãos
O quebra e inicia.
Daniel Faria
segunda-feira, julho 13, 2009
AS MANHÃS
Das manhãs
Apenas levarei a tua voz
Despovoada
Sem promessas
sem barcos
E sem casas
Não levarei o orvalho das ameias
Não levarei o pulso das ramadas
Da tua voz
Levarei os sítios das mimosas
Apenas os sítios das mimosas
As pedras
As nuvens
O teu canto
Levarei manhãs E madrugadas
Daniel Faria
Apenas levarei a tua voz
Despovoada
Sem promessas
sem barcos
E sem casas
Não levarei o orvalho das ameias
Não levarei o pulso das ramadas
Da tua voz
Levarei os sítios das mimosas
Apenas os sítios das mimosas
As pedras
As nuvens
O teu canto
Levarei manhãs E madrugadas
Daniel Faria
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