Na minha rua, como em algumas outras ruas do Porto, floresceu um jacarandá. Explosão de cor, festa das cores. Azul e violeta, roxo. As flores são pequenos sinos de azul e aparecem tardiamente, entrando brilhantes neste belo mês de Junho, quando bate mais forte o coração da cidade.
As variações de luz, a intensidade maior ou menor dos raios solares, a chuva leve que amiúde cai, tudo isso altera a coloração do jacarandá, como se quisesse exibir não apenas esplendor, mas versatilidade. E o tempo, sempre o tempo, vai diminuindo a frescura e a profusão das flores, até que desaparecem, como se um meteorito lilás e veloz ali tivesse passado.
Não há muitos jacarandás no Porto, mas nota-se o esforço de plantação destes espécimes nos últimos anos, atenção do município que a cidade agradece.
Vale a pena lembrar o jacarandá solitário e monumental, de provecta idade, ali no Largo do Viriato e que morreu há pouco tempo, para consternação dos seus muitos admiradores quotidianos.
As árvores são um elemento fundamental na ligação urbana entre cultura e natureza, entre cidade e natureza. Pode dizer-se que uma prática ambiental avisada, em qualquer grande cidade, começa pela atenção e cuidados com a árvore urbana. E uma de duas: ou bem que queremos que sejam mais e mais saudáveis as árvores citadinas, ou bem que não. Esta última opção revela-se sempre desastrosa. Há um fortíssimo princípio estético, ou se quisermos, decorativo e harmonizador que depende da existência de árvores. As cidades não podem prescindir desse capital de formosura e de equilíbrio. O elemento visual é porém apenas um dos factores a ter em conta.
Alguém disse um dia que, ainda que soubesse, de ciência certa, que o mundo iria acabar amanhã, continuaria plantando árvores. Isto para realçar que há na estima que se dedica à árvore uma espécie de enaltecimento da esperança. Estes seres únicos fincam-se na terra mas apontam o infinito. Radicam no solo de uma pequena nesga de terra mas é o longe que sugerem. Dada a sua relativa longevidade, simbolizam também a vitória sobre o tempo, a perenidade num mundo que vive o efémero e verifica a impermanência. Daí que uma política para as árvores---coração de uma política ambiental urbana— possa ser entendida como um «pacto entre gerações» --para lá dos impulsos dos dias que correm.
Árvores lembram-nos a necessidade de cuidarmos e gerirmos bem o espaço urbano, para que ele seja acolhedor para todos os que na cidade habitam e trabalham. Uma cidade com mais natureza é uma cidade mais humana e nesta afirmação se nega o dualismo que ainda faz a chuva e o bom tempo nos urbanismos esquemáticos.
Ameaçadas estão sempre as árvores— aprisionadas em caldeiras exíguas, vegetando em passeios de pedra ou no meio do asfalto, sem espaço, sem ar, manietadas e poluídas.
As podas regulares são talvez a agressão mais estúpida e maléfica— embora hoje as câmaras municipais estejam mais conscientes desse facto e evitem cada vez mais o arboricídio «bem intencionado» e ignorante, não faltam particulares retomando a malvada e inútil tradição.
Outros perigos: a má escolha das espécies, pouco adequadas ao local para onde se destinam. As obras na via pública, valas e outras, nas imediações de árvores, que ferem e mutilam as raízes ou impermeabilizam o solo em volta. Ultimamente, a moda dos relvados trouxe consigo a rega excessiva, desperdício de água que afecta as árvores presentes, encharcando-as até à asfixia radicular e ao apodrecimento. Para não falar do puro vandalismo!
Vida dura, a das árvores. Mas as cores do jacarandá em Junho bradam um azul transcendente, resistente, poesia vegetal na rua congestionada.
Bernardino Guimarães
Junho 2011
Mostrar mensagens com a etiqueta arboricídio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arboricídio. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, julho 01, 2011
terça-feira, fevereiro 01, 2011
CERCO ÀS ÁRVORES
( Antes e depois, Escola do Cerco. Fotos de Paulo Moura)
As árvores morrem de pé, como se sabe. Mutiladas, cortadas da forma mais bárbara, sem ciência nem piedade, os seus algozes sabem que estes seres maravilhosos não se queixam. As árvores morrem silenciosamente. Tantas são as injustiças que lhes são infligidas e tão dolorosas, que gostaríamos de as ver, por momentos, sair da sua discrição vegetal— protestando.
Só que, na realidade, as árvores não se manifestam, não escrevem abaixo-assinados e muito menos convocam, entre si, por sms, aquelas concentrações de protesto que derrubam tiranos na Tunísia e no Egipto e colocam em sentido os abusadores no poder.
Não. Voltadas para o vasto céu, firmadas na terra com raízes fundas, a vocação das árvores é toda amor ao local onde cresceram e recato sobre a vida e tudo o que as rodeia. As suas mensagens são a brisa filtrada pelas ramadas, a luz que se espalha nas copas em matizes de cor variada, verde e oiro, o tronco fiel e robusto em verticalidade nobre.
Por isso nos assiste o dever de defender a causa das árvores em seu nome. E em nosso nome, que delas precisamos para viver condignamente.
Apesar de ser já cansativa a denúncia de mais arboricídios, de maus tratos cruéis e estúpidos, não pode passar sem reparo o caso da Escola EB 2,3 e Secundária do Cerco, no Porto— a última proeza da irracionalidade que anda à solta, pelos vistos, nas instituições que supostamente educam as novas gerações. E que patético, sinistro exemplo para os jovens alunos ali ficou!
Já aqui se denunciou a péssima e bizarra relação entre a renovação das escolas— em si mesma, coisa positiva— e as arvores que tiveram a desdita de crescer nesses recintos.
Tem sido um «fartar, vilanagem» para os obscuros inimigos das árvores. Abates sem sentido, projectos que se demonstram incapazes de conciliar a manutenção dos espaços verdes existentes, com a modernização dos espaços escolares, enfim, tragédias que podem ser constatadas, bastando olhar, mesmo de fora, para o vazio que deixaram as árvores e arbustos que existiam em volta dessas escolas. A obra da empresa criada pelo governo para a remodelação das escolas— a Parque Escolar— pode considerar-se manchada por essa sanha arboricida generalizada.
Mas o caso do Cerco é ainda mais estranho. De acordo com o JN, o próprio «arquitecto responsável pelo projecto está indignado com a operação, que decorreu dois meses depois da inauguração das obras». E mais se lê na notícia que «o projecto de arquitectura teve em conta uma solução integrada entre edifícios e espaços verdes. Um pavilhão polivalente onde se encontra a cantina foi mesmo desenhado em função de um plátano, criando-se uma abertura no centro edifício de modo a permitir o crescimento da árvore. Mas agora, de um exemplar com cerca de 25 metros de altura, resta um tronco com 3 metros.»
O caderno de encargos do projecto era claro: "Em caso algum deve ser efectuado o corte vertical, devendo-se manter o carácter natural". Porém, as árvores foram despidas de ramos e folhas, retirando-se, noutros casos, mais de 70% da copa.
Diversas árvores foram decepadas ao ponto de nada delas restar senão um coto, correspondente a parte do tronco. Eram saudáveis e a sua protecção, desta vez, foi firmemente recomendada pelos responsáveis do projecto! Que se passou então? Que celerada ideia mandou para o lixo o trabalho dos técnicos e o simples bom senso?
A mesma peça do JN aponta hipóteses: uma delas nem parece verosímil: a direcção da escola terá entendido, na sua evidente sapiência, que as árvores sujavam o chão com as folhas! De espantar…resta saber se o crime foi cometido com ou sem a aprovação da Parque Escolar.
Triste, muito triste, lamentável !
(Crónica publicada no Jornal de Notícias, em 1/2/2011)
terça-feira, junho 22, 2010
CIRCUNVALAÇÃO
1)Os plátanos, dezassete ao todo, que foram abatidos na estrada da Circunvalação, há poucos dias, deixaram nesse local um vazio demasiado gritante. Quem lá passa pode constatar, sem esforço mas com alguma angústia, os efeitos impressivos de uma operação de desarborização. Numa via tão degradada e tão pouco urbana, a faixa central com os seus gigantescos e vetustos plátanos representa quase o único sinal de beleza e de harmonia ao longo do trajecto longo e algo desconexo.
A polémica, inevitável, estalou. O corte das árvores foi da responsabilidade da Estradas de Portugal, que gere a via, com o apoio dos serviços municipais do Porto. Respondendo a protestos de cidadãos indignados, a empresa, a autarquia e técnicos envolvidos esgrimiram com o mau estado sanitário dos plátanos abatidos e com o perigo que a sua queda poderia representar. Mas tais explicações não convenceram todos, até porque de facto, aos olhos de um leigo pelo menos, não se notou nas árvores caídas quaisquer sinais de doença ou infestação visível.
É certo que uma análise mais cuidada, ao nível da estrutura radicular por exemplo, pode ter fornecido dados bem diferentes.
Nestas situações, porém, fica sempre o sabor amargo da dúvida: as entidades que devem velar pelo património arbóreo público raramente explicam, com detalhe e rigor ( e atempadamente) as razões verdadeiras destes abates. Se era forçoso o arboricídio, não seria melhor que fossem explicadas as causas e motivos, de forma tecnicamente indiscutível? Para que não fiquem a pairar dúvidas e suspeitas.
O corte de árvores centenárias em tão grande número não pode ser, uma qualquer trabalho na via pública. Representa um acto com relevância na memória, na estética, na ecologia da cidade. Merece pelo menos uma explicação cabal—que esclareça também as causas indirectas das maleitas de que alegadamente sofrem as árvores, que em muitos casos podem ser atribuídas a actividades, actos e omissões das próprias entidades que subitamente se dão conta da necessidade de as suprimir!
Talvez uma comissão independente e tecnicamente apetrechada, ao nível municipal, devesse ser criada para estes casos!
Resta a tristeza das árvores cortadas, reduzidas a toros de madeira rapidamente subtraídos ao seu lugar de sempre. Já agora, haverá plantação de novas árvores no lugar agora deserto da Estrada da Circunvalação?
2)Para quem se preocupa com a energia, como factor essencial em termos económicos e ecológicos, certamente que se trata de uma triste notícia: as escolas remodeladas ou renovadas nos últimos anos, no âmbito de um vasto programa governamental, consomem, depois dos trabalhos de reabilitação, até duas vezes mais energia do que anteriormente! Conclusão: a eficiência energética continua a ser ignorada, mesmo nas suas mais básicas aplicações. Decisores e técnicos erguem edifícios e infra-estruturas públicas sem a menor das preocupações com as normas que permitiriam reduzir consumos de energia e poupar dinheiro aos contribuintes e emissões de CO2 à atmosfera.
Como é isto possível? Existe um plano nacional para a eficiência energética que aconselha o Estado, até para dar exemplo, a promover boas práticas no uso da energia, como o isolamento e ventilação que pode evitar a utilização desmesurada de ar condicionado, o grau de exposição solar, a escolha dos próprios materiais usados na construção, as energias renováveis para aquecimento de água e a microgeração para produção de electricidade. Eis algumas coisa simples que estão longe da mente dos que ainda acreditam que desperdício é «progresso»!
Bernardino Guimarães
( Crónica publicada no Jornal de Notícias, em 22/6/10)
terça-feira, fevereiro 16, 2010
DENDROFOBIA
Foto de Alberto Guimarães
Uma moléstia parece ter-se instalado no país. Insidiosa, obscura, generalizada. Dendrofobia é o seu nome. Confesso que só recentemente dela tomei conhecimento. Uma breve consulta enciclopédica permite esclarecer o sentido da estranha palavra: «medo mórbido de árvores». Ou «pânico extremo às árvores e a tudo o que com elas se relaciona.» Os entendidos em dendrofobia advertem que «na sua maioria, os dendrófobos não têm consciência de ter esta fobia.»
A coisa deve estar tão espalhada que afecta as atitudes das instituições, tal como as dos homens; e reflecte-se— tudo o indica— na gestão política das entidades públicas e em procedimentos técnicos que às árvores dizem respeito.
Fica assim tudo mais claro. Nesta era das manias e dos excessos em prol da saúde, havia de ser doença a explicação para aquilo que de outro modo, só podia ser ódio. Antes assim.
Mas a consequência desta ilação é aceitarmos que somos governados por dendrófobos, presentes no sistema partidário e nos diferentes escalões do poder democrático. Como não têm, o mais das vezes, consciência do seu problema, estas pessoas agem motivadas pela sua aversão, sublimada em opções técnicas e urbanísticas, em escolhas pragmáticas e outras meras desculpas, muito variadas mas resultando todas na destruição, mutilação, supressão das árvores da paisagem urbana e um pouco por toda a parte.
A chamada «modernização das escolas» deve ter sido obra da malvada dendrofobia, e não da Parque Escolar SA. Quando olhamos do exterior para a Escola Carolina Michaelis (ou para a Aurélia de Sousa, ou para várias outras) vemos o vazio deixado pela desarborização sistemática e integral. A bizarra patologia andou por ali!
E as podas que continuam a fazer-se sentir, tornando árvores frondosas em cotos estéreis e inestéticos, sem ramos e guilhotinados na extremidade do tronco? Não se culpe a incompetência e a estupidez, que a razão última desses atentados mora na enfermidade dos autores.
E mesmo os sobreiros abatidos, por exemplo, em Rio Tinto, há dias, violando uma lei da República sob a passividade de quem licenciou a obra (A Câmara de Gondomar) e cortando cerce carvalhos antigos, pois devemos atribuir os créditos desse vandalismo à dendrofobia. O facto de os perpetradores desse acto terem ainda espancado um cidadão que fazia valer o seu protesto, nada mais é senão a fobia estendendo-se com fúria aos humanos que com árvores se aliam.
Haja pois compreensão e esperança. Condizendo com o espírito do tempo, uma explicação clínica lança nova luz sobre a mortandade de árvores. Os parques de estacionamento onde havia jardins e árvores, bem poderiam ser antes parques temáticos de dendrofobia explicada às crianças e demais cidadãos curiosos.
E nas ruas, há os que denunciam a folhinha que caiu levemente sobre a capota de um automóvel, ou verberam os «bichos» que as árvores «criam» e entram pelas janelas incautas. Tudo isso, meus amigos, é dendrofobia aplicada e militante.
Agindo como se de uma conspiração se tratasse, mas na realidade bastando-se na sua solitária obsessão, os dendrófobos moldam as paisagens, ditam o destino de muitos espaços públicos, projectam praças e jardins de pedra, deleitam-se com a árvore que morde o pó do chão, com a mata que ardeu, com a estrada inútil que devassa um bosque e com a poda mutiladora que cria estátuas de horror para que todos possam ver, duradoiro, o poder de uma fobia em acção.
Apenas faz-me confusão por que logo havia de ser Portugal tão afectado por tal problema. Países há onde todos parecem gostar de árvores, e esse amor é visível nas cidades e nos campos.
Originalidade nacional ou somente azar?
Bernardino Guimarães
( Crónica publicada no JN em 16/2/010)
quarta-feira, maio 20, 2009
ESCOLA AURÉLIA DE SOUSA: ARBORICÍDIO!
Enquanto escrevo estas linhas, ouço distintamente os sons das moto-serras trabalhando. Quis a sorte ingrata que, a poucos metros de onde moro, se desenrole uma drama de lesa-ambiente. Na Escola Secundária de Aurélia de Sousa, no Porto, foram destruídas todas— ou quase todas, que a devastação ainda decorre a estas horas— as árvores que bordejavam o grande pátio e os muros desse estabelecimento escolar.O cronista pretendeu ter explicações. Um telefonema para o Conselho Executivo da Escola foi infrutífero: que nada podiam fazer, que as obras de «beneficiação» são da responsabilidade da Parque Escolar EPE, uma empresa criada pelo Governo.
Moradores da zona, indignados, dão-me conta do que para eles significavam aquelas árvores, presentes ali, segundo eles, há talvez uns 50 anos. Como se fosse necessário dizerem-me; eu que todas as manhãs ouvia o melro entoando as suas canções flauteadas. O calor do Verão encontrava ali uma barreira que tornava mais amena a canícula. Nas noites quentes, um leve perfume invadia as casas. Os miúdos da Escola abrigavam-se do sol à sombra daquelas árvores.
Trata-se de uma atitude verdadeiramente criminosa. Que projecto de obras, que melhorias na Escola, decerto necessárias, podem justificar uma tal insensibilidade e desprezo pelo ambiente, pelos utentes da escola, certamente, mas também pelos moradores da área envolvente? Como é possível que, depois de tanta educação ambiental, prodigalizada nas escolas em primeiro lugar, não se tenha em conta a necessidade de preservar o coberto vegetal, compatibilizando esse cuidado com as obras que seja preciso fazer?
Ocorre-me que, limpas as ramagens e os troncos do que foram árvores frondosas e belas, arrumado o terreno e concluídas as construções que ocasionaram o arboricídio, a Escola há-de prosseguir com a sua missão de ensinar a defesa do ambiente conforme os curricula vigentes. Os professores transmitirão noções de ecologia e alertarão os jovens alunos para os perigos e horrores dos problemas ambientais globais. A desflorestação da Amazónia não há-de faltar como tema palpitante. E chegado o mês de Março, na Escola Aurélia de Sousa alguma chamada de atenção haverá para o Dia Mundial da Árvore e da Floresta. Será sumamente ridículo o que devia ser útil e generoso. A destruição destas árvores, a mineralização brutal do espaço onde decorre a vida escolar de centenas de alunos é uma lição bem mais viva do que todo um compêndio de ecologia!
A verdade é que o que se passa nos estabelecimentos de ensino, nomeadamente escolas secundárias, respeita exclusivamente ao Governo e a uma série de buro-tecnocratas sem rosto, decidindo na sombra de estruturas demasiado opacas. Não deveria a autarquia local ter uma palavra a dizer quando se trata— e é o caso— da alteração súbita do ambiente urbano de uma zona da cidade, que deixa de contar com mais um «pulmão», do dia para a noite, sem explicações nem aviso, e sem escrutínio público de qualquer espécie?
O melro não cantará mais, perto do muro da escola. O betão invadirá o espaço livre. A qualidade do ar e o conforto térmico do tecido urbano em volta, irá piorar sem remédio. Crime sem castigo. Desatino justificado com o «pugresso» dominante.
Bela lição de respeito pela Natureza! Resta esperar que os alunos da Escola, dentro de alguns anos, possam ter a consciência e inteligência que faltou aos que hoje, são responsáveis pela gestão do espaço onde se preparam para a vida, num mundo cada vez mais pobre e feio.
Nisto, pára aqui a crónica. Mais uma árvore tombou aqui ao lado. Será a última?
Bernardino Guimarães
(Os desgostos do Peregrino, em Fevereiro deste ano. Uma «modernização» muito ao gosto desta época. Já deu inaugurações, visitas ministeriais,
propaganda. O Peregrino sente a falta das árvores…)

Etiquetas:
arboricídio,
árvores,
Escola Aurélia de Sousa
Subscrever:
Mensagens (Atom)


