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quarta-feira, julho 21, 2010
VERDES ANOS
Está para se ver o que deixará de perene, este que é o « Ano Internacional da Biodiversidade». Será 2010 o ano da viragem, nesta matéria tão fundamental?
Os anos temáticos—e há mais temas do que anos, pelo que cada ano suporta diversas intenções muito diversas, algumas praticamente ignoradas pelo comum dos mortais—não têm, nem podem ter, o condão de mudar as coisas. Significam uma chamada de atenção, por vezes realçada mediaticamente, que pode, talvez contribuir para a geral tomada de consciência da importância de um problema, de um objectivo. Ou apenas uma marca no calendário?
No caso da biodiversidade, dedicar-lhe este ano foi ideia presa a uma meta: 2010 seria o ano em que se conseguiria travar a perda de espécies animais e vegetais no mundo, e na Europa o assunto assumiu foros de prioridade. Já se sabe que tal objectivo não foi alcançado, e assumido o fracasso, remeteu-se para as calendas gregas a ambição de deter aquela que é considerada a nova « era das extinções» tão dramática é a erosão da diversidade da vida e destruição da Natureza.
Entretanto, a crise financeira desviou as atenções e mudou as agulhas—erro de que aqui temos falado, bem grave por sinal, assumindo-se que a crise que empobrece o planeta que habitamos, e os recursos de que dependemos, é menos séria e ameaçadora do que a doença dos mercados e a febre alta das bolsas. Como se não houvesse relação entre ambas as crises—mas isso são contos ( mais) largos!
A perda de espécies é diária e contínua. Biodiversidade é um termo—muito recente mas destinado à fama—que quer dizer diversidade de espécies do mundo vivo, variabilidade genética nas espécies e diversidade de ecossistemas, meios biofísicos onde as espécies vivem e interagem. A taxa de extinções é difícil de calcular—e por vezes é discreto o seu desaparecimento. Soube-se da extinção declarada há semanas de um subespécie de rinoceronte em África, mas quem dá pela ausência de um insecto, de uma modesta planta de montanha, de uma variedade local de um cultivo, seja árvore de fruto, hortícola ou cereal?
É o nosso futuro que está em causa. Os oceanos esvaziam-se, as paisagens tornam-se cada vez mais iguais umas às outras, o que comemos é o mesmo em todas as latitudes. O mundo uniforme e escasso em variedade é um mundo pobre, aborrecido…e perigoso!
Enfrentar a crise da biodiversidade é tarefa urgente também nas cidades. O primeiro passo a dar é saber o que existe. O inventário da vida deveria ser instrumento de cada município. Que se saiba, só Vila Nova de Gaia o está a fazer no Grande Porto—e já se detectaram no concelho bem mais de 2300 espécies, plantas e animais, terrestres e marinhas, dando conta do património que há e que é preciso salvaguardar.
Só que salvar essa herança implica mudanças de vida—deixar à natureza espaço, incluir a biodiversidade nos planos municipais e nas rotinas, e talvez, por exemplo, optar: ter menos parques de estacionamento e menos asfalto para ter mais parques verdes e áreas naturais. Essa mudança é necessária, porque, ajudando a salvar a diversidade das espécies e tudo o que isso vale, se melhora o « habitat» humano e a qualidade de vida das pessoas. De onde a Natureza desertou, é regra que a vida e actividade dos homens deixa a prazo de ser possível. Cabe-nos escolher: podemos ter de abdicar de mais uma rotunda ou troço de auto-estrada para termos natureza e vida diversificada nas cidades. Não será grande o sacrifício!
Com ou sem Ano Internacional, o futuro das espécies, que influencia o nosso humano futuro, é e será, a par das alterações climáticas, um problema central do nosso tempo!
Bernardino Guimarães
( Crónica publicada no Jornal de Notícias, 20/7/010)
sexta-feira, abril 30, 2010
PERDA DE BIODIVERSIDADE NÃO DIMINUIU
em Diário de Notícias, Ciência, hoje Em 2002, os líderes mundiais comprometeram-se numa cimeira da Convenção da Biodiversidade a diminuir até 2010 o ritmo da perda da biodiversidade no planeta. No entanto, vários sinais apontam no sentido de que essa meta não foi cumprida. Agora, um grupo de investigadores fez uma avaliação global, com base num conjunto de 31 indicadores, e verificou que o ritmo das perdas não só não abrandou como as pressões até aumentaram. O estudo é publicado hoje na Science. A equipa coordenada por Stuart Butchart reuniu 31 indicadores (que constam da própria convenção), como o cálculo do número de espécies, a dimensão das populações, a taxas de desflorestação ou as acções de conservação em curso e estudaram o período de 1970 a 2005, segundo esses parâmetros.
Os resultados mostram um declínio crescente da biodiversidade e também um aumento dos factores de pressão ambiental a nível global. Apesar de alguns casos de sucesso na conservação de algumas espécies e ecossistemas, a equipa não encontrou indícios de que a taxa de perda de biodiversidade tivesse abrandado.
terça-feira, abril 06, 2010
ESPERANÇA
JN 6/4/010
As duas primeiras crias de lince ibérico geradas em cativeiro em Portugal nasceram, no domingo, no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves. A mãe, Azahar, sempre atenta e dedicada, nunca deixa as crias sozinhas.
Veja o video
http://jn.sapo.pt/multimedia/video.aspx?content_id=1536944
As duas primeiras crias de lince ibérico geradas em cativeiro em Portugal nasceram, no domingo, no Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, em Silves. A mãe, Azahar, sempre atenta e dedicada, nunca deixa as crias sozinhas.
Veja o video
http://jn.sapo.pt/multimedia/video.aspx?content_id=1536944
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quinta-feira, abril 01, 2010
SÁVEL EM RISCO DE DESAPARECER
in Diário de Notícias, 28/3, Ciência
Vive no mar, a peneirar toneladas de água para engolir apenas o zooplâncton. Em Março, dirige-se para as embocaduras dos rios, em cardumes gigantescos, e sobe-os para a desova. Muitos acabam nas redes dos pescadores, mas é nesta viagem que o sável joga a sua sobrevivência.
É um maná em vias de desaparecer. Parente da popular sardinha e da espinhosa savelha, o sável é um gigante com as características de toda a família: gordo, saboroso e espinhoso. É também caro e raro na gastronomia, pois só é pescado nos finais do Inverno.
Vive no mar, a peneirar toneladas de água para engolir apenas o zooplâncton. Geralmente em Março, dirige-se para as embocaduras dos rios, em cardumes gigantescos, e sobe-os para a desova. Nessa viagem fluvial é capturado para se tornar o pitéu de muitos apreciadores.
As diversas práticas culinárias de preparação do sável provocam avalanches de sofredores de gula a acorrer aos festivais e centros tradicionais de preparação do bicho, um pouco por todo o País. A pesca do sável é, portanto, um importante recurso económico, mas ao mesmo tempo contribui para uma diminuição dos efectivos populacionais e coloca em risco a continuidade da espécie.
Para alguns apreciadores, quanto mais a montante for pescado, mais é apreciado. "O sável chega aos rios bastante gordo e todo o processo de subida é feito contracorrente, transpondo barreiras e desenvolvendo as gónadas. Daí que, muitos o prefiram comer quando capturado mais a montante, já em condições de atleta", explica Pedro Raposo de Almeida, professor da Universidade de Évora e investigador no Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências de Lisboa.
No nosso país, a subida dos rios está actualmente dificultada e muitas vezes até impossibilitada. A construção de barragens e de açudes, responsáveis pela interrupção das rotas migratórias, são a ameaça mais séria à espécie, classificada "em perigo" pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. "Quando chega aos rios, o sável traz reservas energéticas para a migração e para a reprodução. Ao entrar, deixa de se alimentar. Se gastar as reservas energéticas a ultrapassar barreiras, o processo de reprodução torna-se mais difícil", salienta Pedro Raposo de Almeida.
Se anteriormente à construção das barreiras, o sável e a sua congénere ocupavam nichos de reprodução diferentes, reproduzindo-se o sável mais a montante, actualmente dá-se muitas vezes uma sobreposição das áreas de desova das duas espécies. O aparecimento de híbridos, geralmente estéreis, leva também a uma quebra da população.
Como é frequente em muitas espécies, a grande maioria dos sáveis adultos morre depois de reproduzir. "Os juvenis têm de regressar ao mar, mas é complicado direccioná-los para as passagens construídas para o efeito nas barragens", alerta o investigador do Instituto de Oceanografia. Muitos juvenis não acedem às passagens e são sorvidos, acabando por morrer nas turbinas.
Pedro Raposo de Almeida alerta que "é necessário assegurar a continuidade longitudinal das áreas de reprodução da espécie, criando mecanismos eficazes de transposição de barreiras e assegurando um fácil regresso dos juvenis". O investigador refere que "algumas coisas têm de ser feitas a nível nacional, como a avaliação do estado das populações (através dos levantamentos das capturas) e o condicionamento da pesca em determinados locais e alturas do ano".
Apesar de existir pouca informação sobre os efectivos populacionais do sável, sabe-se que nos últimos anos a espécie tem sofrido uma acentuada redução. "Em Portugal, é das espécies que é possível que estejam mais ameaçadas em termos de conservação. É importante que não se esgote um recurso que é de todos", salienta Pedro Almeida.
Extremamente sensível, o sável entra facilmente em stress, acabando por morrer, o que torna a sua manipulação deveras complicada.
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terça-feira, março 30, 2010
PRIMATAS AMEAÇADOS POR CAÇA ILEGAL E PRÁTICAS MÁGICAS
Hoje no Diário de Notícias/Ciência
Pelo menos uma centena de espécies de primatas é usada em todo o mundo em práticas da medicina tradicional ou em rituais mágicos ou religiosos, o que está a contribuir para acelerar o seu declínio. Esta é a conclusão de um estudo sobre o problema coordenado pela Universidade do Estado do Paraíba, no Brasil, e publicado na revista Mammal Review, da Mammal Society do Reino Unido.
Das 390 espécies avaliadas, 101 são perseguidas e caçadas regularmente para aproveitamento de partes dos seus corpos naquelas práticas, verificaram os cientistas.
"Apesar das legislações, o comércio e utilização de espécies de primatas nas medicinas tradicionais persiste", afirmou o coordenador do estudo, Rómulo Alves, citado pela BBC News.
Das 101 espécies caçadas com estes propósitos, 12 estão classificadas como criticamente ameaçadas, 23 como em perigo e 22 são consideradas vulneráveis. Esta ameaça junta-se às outras que estão a afectar os primatas no estado selvagem: perda de habitat e caça ilegal entre outras.
Pelo menos uma centena de espécies de primatas é usada em todo o mundo em práticas da medicina tradicional ou em rituais mágicos ou religiosos, o que está a contribuir para acelerar o seu declínio. Esta é a conclusão de um estudo sobre o problema coordenado pela Universidade do Estado do Paraíba, no Brasil, e publicado na revista Mammal Review, da Mammal Society do Reino Unido.
Das 390 espécies avaliadas, 101 são perseguidas e caçadas regularmente para aproveitamento de partes dos seus corpos naquelas práticas, verificaram os cientistas.
"Apesar das legislações, o comércio e utilização de espécies de primatas nas medicinas tradicionais persiste", afirmou o coordenador do estudo, Rómulo Alves, citado pela BBC News.
Das 101 espécies caçadas com estes propósitos, 12 estão classificadas como criticamente ameaçadas, 23 como em perigo e 22 são consideradas vulneráveis. Esta ameaça junta-se às outras que estão a afectar os primatas no estado selvagem: perda de habitat e caça ilegal entre outras.
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segunda-feira, março 22, 2010
BIODIVERSIDADE: ESPECIALISTAS ALERTAM PARA AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO DAS ESPÉCIES
20.03.2010
Lusa, Elsa Cláudia Alves
Especialistas alertam para o agravamento do risco em que se encontram algumas espécies, depois de os ministros europeus do Ambiente terem esta semana adiado em uma década o objectivo de deter a perda de biodiversidade na UE.
Apesar do alerta, os especialistas em ambiente contactados pela Lusa mostraram-se pouco surpreendidos, considerando que o adiamento da meta, que apontava para 2010, era previsível.
“Do ponto de vista da conservação da natureza e da biodiversidade, adiar objectivos é sempre dramático porque a situação é já muito má”, mas “era previsível”, disse à Lusa Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra.
A especialista defendeu que as ameaças à biodiversidade nesta década são “particularmente importantes” devido à questão demográfica, quando se espera que nesta geração a população mundial aumente de seis para oito biliões. O acréscimo da procura de alimentos vai implicar a transformação de territórios ainda mantidos para a conservação da natureza.
Já Margarida Santos Reis, professora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, reforçou a constatação de que “falhou” a integração dos diferentes eixos: do conhecimento, da tecnologia e da cultura.
Em Portugal, assistiu-se a “tentativas muito fracas” de subsidiar projetos sobre biodiversidade e “há alguns casos de sucesso”. Porém, “a situação está a agravar-se”, segundo a presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Alexandra Cunha.
“Não serve de nada dizer que se quer fazer e não avançar com mecanismos específicos, metodologias e instrumentos” para defender a biodiversidade, referiu.
“Está tudo por fazer”, apontou por seu lado Helena Freitas, que listou instrumentos necessários, como a estratégia nacional da conservação da natureza e biodiversidade, “em revisão há bastante tempo”, ou a criação de um centro de recursos nacionais para as variedades agrícolas.
Hélder Spínola, da Quercus, referiu que “os governos continuam a [definir] as opções sem ter em conta os impactos na biodiversidade”. Um dos exemplos da dissonância entre as intenções e a concretização é o plano de construção de 10 barragens, positivo porque se trata de apostar em energia renovável, mas que vai contribuir para uma maior perda de biodiversidade.
Alguns projectos “não tinham de deixar de acontecer para que se protegesse a biodiversidade, bastaria procurar áreas para a sua implementação que não coincidissem com os espaços definidos a nível nacional e europeu” para a preservação da natureza, salientou Hélder Spínola.
E cada vez é mais importante os responsáveis governamentais perceberem que “a preservação dos recursos naturais é a base de qualquer sustentabilidade económica dos países”, como realçou Helena Freitas.
Os ministros europeus do Ambiente decidiram na segunda-feira adiar, em uma década, o objectivo a que se haviam proposto, de deter o desaparecimento da biodiversidade na União Europeia até 2010.
A falta de instrumentos, a aplicação incompleta das normas sobre espaços protegidos e a insuficiente integração da biodiversidade nas outras políticas tornaram impossível cumprir o objectivo de parar com a extinção de espécies até ao corrente ano, como fora combinado na Cimeira de Gotemburgo (Suécia) em 2001.
sábado, março 20, 2010
ATUM DO ATLÂNTICO EM QUEDA MAS COMERCIALIZAÇÃO CONTINUA
do Diário de Notícias ontem
Uma proposta do Mónaco para proibir a comercialização do atum do Atlântico foi ontem rejeitada na conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Perigo (CITES, na sigla inglesa), a decorrer em Doaha, no Qatar. O sushi, para já, continua em alta.
Japão, Canadá e inúmeros países costeiros pobres opuseram-se à proposta alegando que isso devastaria as economias pesqueiras e ela foi rejeitada por larga maioria (68 votos contra 20).
A proposta da União Europeia que previa por seu turno um adiamento dessa eventual medida antes de ela ser posta em prática também não teve melhor sorte e foi esmagada na votação, por 72 votos contra 43.
Os stocks da espécie no Atlântico caíram 85% nas últimas décadas, desde o início da pesca industrial, e a organização responsável pela gestão da sua pesca, a International Comission for the Conservation of Atlantic Tunas (ICCAT), tem demonstrado ser ineficiente no desempenho dessa tarefa. Foi na sequência desse panorama que o Mónaco decidiu avançar com a proposta, com o apoio da União Europeia, de cientistas e de organizações ambientalistas, como a WWF ou o Environment Group, que não esconderam a sua decepção pelo desfecho da votação.
A WWF anunciou que vai lançar uma campanha junto de restaurantes e comerciantes, cozinheiros e consumidores para não consumirem aquele peixe. "É agora mais importante do que nunca que as pessoas façam o que os políticos não conseguiram fazer - parar o consumo do atum", disse Sergi Tudela da WWF.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010
GROU SIBERIANO RESGATADO DA EXTINÇÃO GRAÇAS À COOPERAÇÃO ENTRE QUATRO PAÍSES ASIÁTICOS
24.02.2010 AFP, PÚBLICOAs Nações Unidas saudaram hoje a “excelente cooperação” entre a China, Rússia, Cazaquistão e o Irão, que deverá permitir salvar da extinção o grou-siberiano (Grus leucogeranus), uma majestosa ave extremamente ameaçada.
“O futuro do grou-siberiano parece estar bem melhor graças aos esforços da China, do Irão, da Rússia e do Cazaquistão”, quatro países situados nas rotas de migração desta grande ave, declarou Claire Mirande, responsável pelo programa de conservação, apoiado pelo Global Environment Facility (GEF) e implementado pela Fundação Internacional para os Grous, através do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua) em Nusa Dua, ilha indonésia de Bali.De penas brancas e com 1,40 de altura, o grou-siberiano é considerado uma espécie Criticamente Ameaçada, com uma população estimada de três mil a 3500 indivíduos. Sete das 15 espécies de grous do planeta estavam ameaçadas de extinção na década de 1970.Nas suas migrações anuais, esta ave percorre uma distância de cinco mil quilómetros desde os seus locais de nidificação no Norte da Sibéria em direcção ao Irão, ou ao Sul da China. Durante estas imensas viagens, os grous sobrevoam algumas das montanhas mais altas do planeta e alguns dos desertos mais secos.Realizado pelo Pnua entre 2003 e 2009, o programa internacional permitiu “garantir a conservação e reabilitação de uma rede de 16 zonas húmidas, cerca de sete milhões de hectares [uma superfície semelhante à da Irlanda], em duas principais rotas de migração”, explicou Mirande. Grande parte destas zonas está ameaçada por fenómenos de seca.Este programa, orçado em 46 milhões de dólares (cerca de 33,8 milhões de euros), vai ainda beneficiar outras espécies de aves aquáticas migradoras, como cegonhas, gansos, patos e garças, cujas populações estão em forte declínio na Ásia, informou o Pnua.Este ano celebra-se o Ano Internacional da Biodiversidade e a história do projecto está contada num livro que o Pnua publicou hoje em Bali, “Safe Flyways for the Siberian Crane”.“Este projecto salienta de que forma a conservação da biodiversidade e as preocupações humanas vão de mão dada, um pensamento chave para relembrar neste Ano da Biodiversidade”, comentou Achim Steiner, director-executivo do Pnua.
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sexta-feira, fevereiro 19, 2010
ANUNCIADA A LISTA DOS 25 PRIMATAS MAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO
19.02.2010, no «Público»Existem mais de 630 espécies de primatas e, destas, mais de 300 estão ameaçadas de extinção. Mas, entre estas, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) escolheu as 25 mesmo à beira do desaparecimento: cinco vivem em Madagáscar, seis em África, 11 na Ásia e três na América Central e do Sul.
Na lista encontra-se o langur-de-cabeça-dourada, que apenas vive na ilha de Cat Ba (Vietname) e que se resume a uns 60 a 70 indivíduos. Também o lémure-desportivo-do-norte, de Madagáscar, se limita hoje a menos de 100 exemplares. A este mesmo número se resume ainda o sifaca-sedoso, igualmente de Madagáscar. Com poucos mais elementos (à volta de 110) conta o gibão-de-crista-negra, no Vietname. Também um dos nossos primos mais próximos - o orangotango de Samatra, que deverá ter cerca de 7000 indivíduos - faz parte deste relatório, intitulado Primatas em Perigo: Os 25 Primatas mais Ameaçados do Mundo, 2008-2010. Em África, o galago-anão-do-rondo, da Tanzânia, com umas orelhas e olhos imensas, é outra das espécies em sério risco. O macaco-diana-de-roloway (Costa do Marfim e Gana), o gorila-do-rio-cruz (Camarões e Nigéria) ou o cólobo-vermelho-do-rio-tana (Quénia) foram outros escolhidos. O tamarim-cabeça-de-algodão, existente só na Colômbia, também não está em boas condições. Os seus tufos de pêlo branco dão-lhe uma aparência que o torna muito procurado como animal de estimação, conduzindo ao seu declínio rápido. A destruição das florestas e a caça e comércio ilegais estão entre as principais ameaças aos primatas. "O objectivo do top 25 é salientar os que estão mais em risco, para atrair a atenção do público, estimular os governos a fazer mais e encontrar recursos para aplicar medidas de conservação", disse Russell Mittermeier, da IUCN, citado pelo jornal britânico The Independent.
Na lista encontra-se o langur-de-cabeça-dourada, que apenas vive na ilha de Cat Ba (Vietname) e que se resume a uns 60 a 70 indivíduos. Também o lémure-desportivo-do-norte, de Madagáscar, se limita hoje a menos de 100 exemplares. A este mesmo número se resume ainda o sifaca-sedoso, igualmente de Madagáscar. Com poucos mais elementos (à volta de 110) conta o gibão-de-crista-negra, no Vietname. Também um dos nossos primos mais próximos - o orangotango de Samatra, que deverá ter cerca de 7000 indivíduos - faz parte deste relatório, intitulado Primatas em Perigo: Os 25 Primatas mais Ameaçados do Mundo, 2008-2010. Em África, o galago-anão-do-rondo, da Tanzânia, com umas orelhas e olhos imensas, é outra das espécies em sério risco. O macaco-diana-de-roloway (Costa do Marfim e Gana), o gorila-do-rio-cruz (Camarões e Nigéria) ou o cólobo-vermelho-do-rio-tana (Quénia) foram outros escolhidos. O tamarim-cabeça-de-algodão, existente só na Colômbia, também não está em boas condições. Os seus tufos de pêlo branco dão-lhe uma aparência que o torna muito procurado como animal de estimação, conduzindo ao seu declínio rápido. A destruição das florestas e a caça e comércio ilegais estão entre as principais ameaças aos primatas. "O objectivo do top 25 é salientar os que estão mais em risco, para atrair a atenção do público, estimular os governos a fazer mais e encontrar recursos para aplicar medidas de conservação", disse Russell Mittermeier, da IUCN, citado pelo jornal britânico The Independent.
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quinta-feira, janeiro 28, 2010
TREZE PAÍSES ASIÁTICOS JUNTAM-SE PARA SALVAR TIGRE
27.01.2010 PÚBLICOTreze países asiáticos que têm habitat de tigre estão reunidos de hoje até sábado em Hua Hin, Prachuap Khiri Khan, Tailândia, na primeira conferência ministerial dedicada à conservação da espécie ameaçada de extinção.
O objectivo da conferência, na qual participam 180 delegados, é actualizar os planos de acção dos vários países, identificar os instrumentos políticos e financeiros e a ajuda internacional necessária para acelerar a implementação dos planos nacionais de acção e estabelecer metas para aumentar as suas populações, informou Suwit Khunkitti, ministro tailandês do Ambiente e dos Recursos Naturais. Estas metas serão oficializadas pelos chefes de Estado em Setembro, numa conferência a realizar na Rússia.A conferência – onde participam o Bangladesh, Butão, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Nepal, Rússia, Tailândia e Vietname - é organizada pela Tailândia, pelo Save the Tiger Fund e pela coligação Global Tiger Initiative, formada em 2008 pelo Banco Mundial, Smithsonian Institute e cerca de 40 organizações de conservação. A meta é duplicar o número de tigres até 2022.“Não vai haver espaço para os tigres e outros animais selvagens na Ásia sem um programa mais responsável e sustentável para o crescimento económico”, comentou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, numa mensagem vídeo dirigida aos delegados, citou o “The Guardian”.“O tigre pode ser apenas uma espécie mas a luta pelo tigre sublinha a crise da biodiversidade na Ásia”, acrescentou.No início do século XX existiriam cerca de cem mil tigres; hoje serão apenas 3600. Entre as causas deste declínio estão a caça ilegal e a perda de mais de nove décimos do seu habitat.John Sidensticker, responsável pela ecologia de conservação no Parque Zoológico nacional Smithsonian, lembrou ao jornal como assistiu ao desaparecimento do tigre de Java e do tigre de Bali, no século XX. “Perder um tigre é como perder um familiar muito querido. Ainda estou triste com essa experiência”.Sidensticker sublinhou que o desafio de salvar o tigre já ultrapassou a luta apaixonada de ambientalistas e cientistas e já foi adoptada por Governos e doadores cruciais, como o Banco Mundial.
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segunda-feira, janeiro 04, 2010
ANO DE 2010 VAI SER O DA LUTA PELA PRESERVAÇÃO DO TIGRE
03.01.2010PÚBLICOO ano de 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e é também o ano chinês do tigre. A coincidência é feliz, já que este grande felino está no topo da lista dos dez animais que maiores riscos de extinção correm, segundo uma lista elaborada pelo Fundo para a Conservação da Natureza (WWF, na sigla em inglês), e vai servir de mote para as campanhas para a sua conservação durante todo o ano.
“O tigre vai ter uma importância icónica especial este ano”, disse ao jornal britânico "The Guardian" Diane Walkington, responsável pelo programa das espécies na WWF do Reino Unido. Outros animais nesta lista são os não menos icónicos ursos polares e pandas, mas este ano cedem a posição de ribalta ao tigre.Das nove subespécies de "Panthera tigris" existentes no mundo, três (de Bali, do Cáspio e de Java) extinguiram-se no último século, e não se avistou nenhum animal de uma quarta subespécie, a dos tigres do Sul da China, nos últimos 25 anos.Aliás, o último século não foi nada meigo para estes grandes carnívoros: a população de tigres foi reduzida em 95 por cento.Isto foi resultado, por um lado, da caça normal e do avanço das populações humanas para áreas que antes eram florestas onde os tigres reinavam, mas também da caça furtiva, para obter apenas algumas partes do animal, usadas na medicina tradicional asiática.Hoje, acredita-se que restem apenas cerca de 3200 tigres em todo o planeta (os de Bengala, Amur, da Indochina, de Sumatra e da Malásia). E, em alguns casos, as alterações climáticas estão a contribuir bastante para pôr em causa a sobrevivência destes grandes gatos, tal como a de outros animais dos ecossistemas sensíveis onde eles habitam. É o caso dos tigres nas zonas húmidas de Sunderbans, no Bangladesh e na Índia.“Para salvar o tigre, temos de salvar também o seu habitat — onde vivem muitas outras espécies ameaçadas. Por isso, se conseguirmos salvar o tigre, vamos também conseguir salvar muitas outras espécies ao mesmo tempo”, disse Wakington ao "Guardian".Daí a eleição de 2010 como o ano do tigre. O objectivo é mais do que duplicar a população destes grandes felinos até ao próximo ano chinês do tigre, em 2022.
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